sexta-feira, janeiro 20, 2012

Não existe religião - um pensamento para os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias


Eu gosto de pensar na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não como uma religião, mas como o que ela representa de verdade: literalmente, o Reino de Deus na Terra. Isso me assombra, pois percebo um pouco a grandiosidade dessa obra. É muito comum dizermos isso, mas a cada vez que compreendo um pouco mais a respeito da profundidade de tal verdade, me maravilho e agradeço de coração ao Pai por fazer parte desse trabalho e ter um testemunho de sua veracidade. Uma coisa que penso em dizer nas alas em que irei trabalhar, tanto como missionário tanto como membro também, é que cada um de nós é um filho de Deus. Sim, boa parte de nós cantou esse hino na primária. Se cada um de nós é um filho de Deus, somos todos filhos de Deus, e tendo entrado para a Igreja, somos realmente o povo dele. Essa é outra verdade bem batida, mas pense bem o quão sublime ela é. Somos aqueles responsáveis pelas propriedades de Deus neste mundo, somos os responsáveis pelas pessoas que ainda não conhecem o evangelho. Nosso maior dever é auxiliar nosso Deus a levar a efeito a vida eterna dos homens! Dessa forma, cada atitude que temos, cada ação que fazemos como indivíduos não altera apenas nossa vida, mas a de todos nós como POVO. É verdade que quando há iniquidade uma ala não progride, e tenho pensado muito que essa iniquidade não é praticada pela ala como grupo, mas cada indivíduo que precisa melhorar um ponto ou outro em sua vida. Eu falo isso sendo pecador também, entretanto tenho o sincero desejo de melhorar e levar a diante, sempre em frente, esta obra. Não a ala em si, mas cada pessoa nela, cada criança, adolescente, adulto e idoso – todos precisam, individualmente, em seu próprio coração, entender que esta obra é real, que estamos caminhando rumo à segunda vinda do nosso mestre, e cada geração precisa fazer sua parte e trabalhar para preparar o mundo para Sua vinda, para que assim consigamos salvar o maior número de almas possível. Todos nós somos chamados ao trabalho. E quer saber? Eu tenho percebido que não é difícil. Na verdade, é extramente gratificante e tranquilo convidar nossos melhores amigos para participar de alguma atividade. É só darmos esse pequeno (mas crucial) passo, e teremos encaminhando uma alma que amamos em direção às bençãos do templo, em direção à morada celestial em que nosso Pai habita. Só fazer isso, e deixar o resto para o Espírito e os missionários, que estão prontos e desejosos de trabalhar. Depois, continuar acompanhando e orando por seu amigo, e assim, dentro de pouco tempo, nem acreditaremos que aquela pessoa tão amada foi selada no templo e está trabalhando ao nosso lado para a edificação de Sião. É incrível assistir a isso! Somos membros da cidade celestial. É nosso dever melhorar e nos dignificar na presença de Deus para que tenhamos seu Espírito para realizar Sua obra.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Sacolas cheias de Natal

       Hi there, I'm Grinch. Ou pelo menos tô me sentindo meio Grinch ultimamente.


       Fui no Google procurar por propagandas da época de Natal, e são tantas que eu simplesmente não consegui escolher a pior, a mais extraviada, a mais alienada da razão de existir o Natal. Provavelmente vocês já estão extremamente cansados desse papo do verdadeiro sentido do Natal e blá blá blá, então fechem a janela deste blog ou leiam até o final, porque se há uma palavra que defina o meu estado de espírito para o Natal deste ano, essa palavra seria uma: REVOLTS. -risos


       Encontro-me revoltado com o Natal vivido por quase todos os seres humanos que comungam o mesmo planeta que eu. E você, meu leitor, é com quase certeza um deles. Por que razão leria um blog sobre inteligentes futilidades? Na verdade, o próprio título desse blog é uma paradoxal futilidade, já pelo fato de não haver inteligência em ser fútil.


       Frivolidade. Futilidade. É esse o problema dos pais dos adolescentes, dos adultos que moram sozinhos, dos adolescentes e das crianças que estão sendo criadas nesse mar de incoerência. Isso, incoerência. Entretanto, tal incoerência é assunto para outro momento. Por ora, vamos ficar com minha revolta natalina, que a cada tecla teclada aumenta, ao ponto de querer explodir de dentro de mim.


       Tudo começou quando, voltando pra casa, eu vi um outdoor anunciando uma nova promoção de Natal. E sabe o que tinha no centro da imagem? Um PINGÜIM! A partir daquele momento a revolta se iniciou em meu coração. Andei comentando sobre a minha revolta pra um amigo meu, e ao falar que tudo começou devido àquele pingüim, ele me perguntou: "Que que tem a ver?". Justamente! O que diabos tem um pingüim a ver com o Natal? E depois, por que as promoções? Por que existe Papai Noel? Por que existem milhares de qualquer coisa pra gente fazer e se preocupar, quando Natal significa nascimento, e o nascimento a que nos referimos é o nascimento de Jesus Cristo, um certo homem que foi extremamente humilde, cujos presentes ofertados à humanidade tinham um preço: o próprio sacrifício pessoal dele. Ele não gastou um centavo com as pessoas a quem presenteou, no entanto suas ações perpetuaram 2010 anos desde seu nascimento, influenciaram pessoas, países, guerras, paixões, enfim: montanhas foram movidas em nome do Filho do Homem que desceu do trono divino, seu por direito, para servir o mundo com suas próprias mãos!


       E agora podem por favor me dizer quem começou com essa idéia de Papai Noel e presentes e promoções e muitas compras e stress e esquecimento e PINGÜINS ? Acordem! Essa vida é só uma, e é muito pouco tempo pra gente gastar pensando que presentes inúteis e caros e infinitas prestações vão te trazer muito amor, paz, saúde, prosperidade e, principalmente, felicidade. Não, meus colegas, eu lhes afirmo que não! Vão trazer, no entanto, muito stress, contas, juros e juros e, no final... bem, o que sobra no final? Talvez você tenha tido uma ótima ceia, tenha sido legal conversar com os parentes distaaantes que você não vê há séculos... e isso é bom, claro. Sim, no fim, quando as luzes se apagam e a música acaba, a gente percebe que a alegria real que sentimos não foi abrindo outra caixa de presente, mas vendo vovó, aquele primo que é gente fina pra caramba e eu tinha vergonha de ir falar com ele, de reencontrar aquela tia, e de ter simplesmente uma ótima noite com todos eles; isso é o que vai ficar na memória daqui a uns, quem sabe, setenta anos?, quando a gente estiver moribundo, numa cama, e aqueles presentes e malditas prestações estiverem a muuuito tempo perdidos...



"Graças a Deus pelo seu dom inefável." 2 Cor. 9:15
inefável: Que não se pode expressar por palavras.
                                                          Thiago Gomes.

domingo, dezembro 12, 2010

''... e não se esqueça de fazer tudo que pedir esse seu coração.''

            Sabe, sei que não me mandaste escrever nada. Sei que fui um louco, um insensato de acreditar que o sol poderia animar-se, que o mármore seria capaz de aquecer-se. Mas que quer, senhora-dona? Quando amamos, acreditamos no amor; além do mais, esta carta não será de toda perdida, uma vez que tenho a certeza de que irás lê-la!
            Mas responda-me, senhora: Onde encontrará um amor como o meu, um amor que nem o tempo, nem a ausência, nem o desespero de não tê-la em meus braços conseguiram extinguir; um amor que se contenta com um olhar, uma palavra ou a fita bege caída que lhe envolve os cabelos? Quer que eu diga como se vestia na primeira vez que a vi? Quer que lhe enumere cada um de seus adornos? Parece ainda que te vejo: estava sentada no banco da parada coletiva, trajando farda de poliéster e viscose, às pernas calça jeans azul-escura e aos pés, tênis preto com detalhes em rosa; à cabeça, um ornamento que amarrava os cabelos e às orelhas, meu deus, um parafuso de 5 centímetros extremamente esplendoroso. Fecho os olhos e a revejo tal qual a vi; torno a abri-los e vejo-a tal como está agora, cem vezes mais bela!
            E se a senhora pensa que é loucura viver alimentando toda esta paixão com tantas recordações, digo-lhe: elas são a minha felicidade, a minha riqueza, a minha ESPERANÇA! Cada recordação é um diamante que guardo em meu coração e o último que guardei foi o único toque de lábios que tivemos no dia 29 de maio deste ano. Por sinal, deixe-me descrever essa noite tão feliz, mas tão cruel: lembra-se de como estava bela e provocante? Que ar suave e perfumado trazia-te até mim, que céu estrelado iluminava nossas cabeças! Via-te ao longe junto a sua amiga, parecias correr de mim. Ao correr ao teu encontro, brilham-se meus olhos ao encontrarem-se com os seus, apontando para seu vívido sorriso. Tento beijar-te, mas nega-me a sensação de desejo maior, deixo-te ir. Mais tarde, dentro do local, encontro-te à minha frente com uma água fronte a teu rosto, agindo como uma barreira e, após dois ou três tempos, olhas para os lados e tasca-me um selo nos lábios. Naquele momento, fui o mais feliz dos mortais, acabando por quase enlouquecer.
            O que desejei dizer-lhe após aquilo seria quase que criminoso! Talvez a influência e o encanto daquela noite iludiram-me completamente ao saber do que eu viria saber depois...
            Sim, pensaste em escapar-me voltando para fora, mas eu não ousaria abandonar o tesouro cuja guarda meu coração me confiara. Ah! Que me importam os tesouros do mundo e os presentes oferecidos, arriscaria minha vida para vê-la um segundo, mesmo que neste sequer tocaste-lhe a mão. Constantemente venho deduzindo erroneamente, ouvindo e interpretando mal suas afirmações, fazendo desentoar o canto que pode atingir o timbre mais suave e excitante que já existiu.
            Sei que me ama, senhora! Certamente que sim. Por que Deus lhe daria os mesmos sonhos que me dá se não tu não me amaste? Teríamos os mesmo pressentimentos se as nossas vidas não estivessem ligadas pelo coração? Sei que me ama! Choraria por minha partida, se acontecesse? Então, tenho-lhe uma última coisa a dizer: se a morte não me abater, tornarei a vê-la no dia doze, dos namorados, nem que para isso tenha que vencer o mundo...

Cegamente apaixonado,
André Monteiro.

É, senhora, depois de tudo... cá estou, como estou e como sou:

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Que venham as tempestades!


"No pressure, no diamonds".
Sem pressão, sem diamantes.
-Mary Case
James del Bonde.
(Os diamantes sintéticos são fabricados em pressões extremamente elevadas, por volta de 58 mil vezes a pressão atmosférica. É como se uma enorme montanha "estivesse sobre o diamante e o grafite e isto gera um calor imenso". Fonte: http://hypescience.com/182203-como-fabricar-diamantes/)

Mafaldados términos de um sábado-a-noite

   
Eu devia ter posto essa charge naquele post "Árvores, aviões, canetas espaciais e nós mesmos", mas esqueci. Aí uma de nossas assíduas leitoras me lembrou dessa charge e resolvi postá-la. 


E pra não perder o costume, aqui vão algumas outras poucas palavras: não desperdice a felicidade que está na sua frente. Ela se encontra nas coisas mais simples: jogar War com sua mãe no fim da tarde, passar a noite comendo chocolate e assistindo filme com seus pais, brincar com seus irmãos, ir andar de bicicleta com eles. Coisas assim. E não aquela festa que vai ter bebida e mulé/hôme que só o inferno!


J.B.

segunda-feira, novembro 15, 2010

Sistemas Lineares


Pelo título, é notável que eu rabisquei esse 'poema' por cima da tarefa de matemática.


Sistemas Lineares


Linhas tortas
Torneadas
Linhas de caminhos conflitantes
Linhas esboçadas
Rabiscadas
Determinadas
Linhas que no todo
Nada exprimem
Vagarosas, vagas, viciosas
Lembranças
De um viver
Um torto viver
Viver conflitante
Linhas
Vidas
Tortas.


James do Bonde.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Joãos e Marias



          Quando dizem que somos gente rara, não estão errados: basta olhar em volta. Todas essas pessoas tão sistematizadas, tão mecânicas em tudo o que fazem, nas coisas que gostam, nos discursos que repetem. Vê-se uma massa uniforme de cabeças sendo arrastadas na mesma direção, como quando as ondas do mar devolvem as oferendas encharcadas e disformes à beira da praia - devolvem num grito silencioso, implorando para que parem de insistir em crenças que não trarão resultado.


          Observa-se, atualmente, uma juventude sem personalidade, agindo como uma manada de corpos de rostos apagados, eternamente caminhando rumo a nada; gastando a vida sem se preocupar com o sentido dela. Nós não somos assim, e isso servirá para a “dor do mundo”.


          E quando nossa complexidade é apenas uma desculpa para manter afastadas as pessoas que temos preguiça de questionar? Poucas brigas valem à pena, e em geral são aquelas que começam quando compramos a dor alheia. Inegavelmente, quando nos expomos ou emprestamos nosso nome ao acaso ou ao incerto apenas por comodidade, é o momento no qual nossa privacidade “vaza” e nos tornamos alvo de críticas, sujeitos à avaliação e a julgamentos sem verossimilhança alguma ou, até mesmo, miseráveis.
          Há pessoas que se alimentam de nossas fraquezas e permanecem em constante vigília, atentos aos nossos tropeços, prontos para rir de nossos tombos e apontar um ou o “dedo sujo” para nos acusar quando transparecemos culpa ou pena no olhar. Somos infiéis por natureza, e às vezes por obsessão ante provas concretas e fatos registrados. Não gostamos de estradas muito escuras, nem de sapatos apertados e muito menos de deuses inventados ou invisíveis. Somos descrentes porque optamos pela sanidade e ainda não precisamos apelar à justificativas doentias e mirabolantes para nossos crimes: nós assumimos - nós e todas as pessoas que vivem aqui dentro, usando nossa voz.
          Somos mesquinhos, indisciplinados e verdadeiros ao extremo, contudo, somos admirados e desafiados e a inveja se revela em meio às tentativas falhas de nos humilhar. Ah, o prazer de vencer uma batalha sem sujar as mãos, sem erguer o tom, sem tirar os pés do chão é algo para quem anda de mãos dadas. Saímo-nos bem da situação, certamente sem nenhum arranhão, e até mais fortes depois de conhecer quanta gente pode surgir para nos apoiar, mesmo que ínfima seja essa porção. Somos gratos de fato, e prezamos a gratidão e a justiça bem dita, poder invisível em algumas mãos.

Andros Romontey.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Leia-me

Er... eu sempre tive vontade de escrever. Aproveitei que hoje eu tava num daqueles momentos de contorcionismo estomacal (não, não era diarréia) e resolvi, finalmente, lançar a mão no teclado. Vou postar aqui o que escrevi, e eu peço encarecidamente por comentários, porque são eles o combustível desse blog.

Leia-me

Amo-te.

Amo-te pela única razão de te amar. Não porque te idolatro, porque te considero superior, um ser de outro mundo que magicamente surgiu em minha vida. Não te amo porque és linda em qualquer momento, ou mesmo por tuas qualidades, que também não são poucas. Não te amo por serdes supostamente diferente das demais, ou mesmo por serdes incrivelmente mais especial que as demais. Não te amo por essa tua força, bravura e coragem, por esse teu magnetismo poderoso que me puxa fortemente para perto de ti. Não te amo por razões que possam ser expressas nessas palavras ocas e frias pelas quais tento inutilmente compreender a razão de te amar.

Paixão? Paixão é um estupor de sentimentos; paixão é uma dúvida infinda e uma certeza incerta. Paixão é a incompreensão marcada pelo egoísmo de querer; paixão é o querer sem preceder a alguém. Não, não sou apaixonado por ti. Nem vivo por ti. Nem vivo para te amar. Nada disso. Vivo para enfrentar o mar bravio, e contigo ao meu lado, tenho força para enfrentar a pior das tempestades. Por isso, não!, não te quero nem te desejo estúpida ou inconseqüentemente. Que te quero, é verdade; porém meu querer vem após os teus quereres, meu desejo só é completo em ti ao ver-te saciada, ao ver-te completa.

Mas eu te amo; e te amo pela única razão... de te amar. Amo-te a cada vez que vejo tua boca se esticar infinitamente nesse sorriso magnífico. Amo-te ao ver teus olhos, ah!, como eu poderia esquecer-me desses teus olhos?, brilhantes e profundos, em que tento mergulhar numa inútil tentativa de compreensão. Inútil porquanto afogo-me na imensidão da tua alma, e assim acabo mais confuso que entendido de ti. Amo-te nos teus momentos de súbita raiva e incompreensão, quando, num estupor, desligo-me do mundo e aprecio a destruição que ocorre à tua volta... Amo-te por te fazeres ora meu Sol, ora minha Lua, minha escalada e meu vale, minha inequiparável, sublime alegria e minha tristeza mais delicada e pontiaguda. Eu já te amo pela única razão de amar alguém: o amor. Não por sempre te ver comigo, desejando me ajudar, ou por de uma forma ou de outra melhorardes meu dia de maneira graciosa e até surreal. A questão é que não há mais meios ou caminhos de chegar em ti, de pensar em ti - estás toda em mim. Não há mais razão que precisa ser dada ou imposta para pedir licença para te amar. Simplesmente te amo pelo amor em si, quer tu queiras... ou não.

...

Mulher, talvez estas palavras confusas, talvez estas linhas tortas, talvez estes parágrafos nada signifiquem para você. Talvez sejam tudo, ou mesmo nada. Todavia minha intenção ao registrá-las não é convencer-te ou tocar-te o coração, ou quem sabe sondar-te a alma. Sinceramente, a razão pela qual as escrevo nem mesmo é sabida de mim.

Unicamente, porém, só sei isto: que eu te amo. Eu amo você pela única razão de te amar.
-tt



Thiago G.

quarta-feira, outubro 27, 2010

Árvores, aviões, canetas espaciais e nós mesmos

O que eu decidi postar hoje é baseado no discurso de um cara chamado Dieter F. Uchtdorf (cujos textos eu recomendo!). Na verdade, o que eu vou escrever aqui é um resumo do que ele escreveu, não é nada meu, não. Pra quem quiser ver o texto na íntegra, clique aqui

Acho que os posts vão começar a tender pra esse lado mais sério, na medida do possível, é claro. Tem essa coisa dentro de mim, essa vontade de gritar pro mundo as verdades que eu sei serem corretas e que vão nos ajudar significativamente a... a viver. E por que não escrever sobre elas? Então aqui tô eu. Se esse texto ajudar um só que seja, bem, meu tempo perdido aqui não vai ser mais perdido, vai ser aplicado, investido.

Ok... Uchtdorf começa explicando um pouco sobre as árvores. Pra quem não sabe, as árvores crescem a um ritmo normal quando as condições do ambiente são favoráveis, ou seja, quando há água e nutrientes suficientes para um crescimento saudável. No entanto, quando as condições não são favoráveis, e há a falta de substâncias necessárias para um crescimento normal, "as árvores diminuem seu crescimento e concentram sua energia nos elementos básicos necessários à sobrevivência". 

Mais tarde ele dá um outro exemplo de uma situação semelhante: sabe as turbulências que ocorrem durante um vôo de avião? A causa mais comum para sua ocorrência é uma "súbita mudança no movimento do ar, fazendo com que a aeronave sacuda, balance e gire". Os aviões são construídos para suportar turbulências bem maiores do que as que normalmente acontecem, mas mesmo assim isso ainda gera desconforto aos passageiros. Um piloto inexperiente provavelmente acha que, para passar por uma turbulência, é bom aumentar a velocidade do avião, pra que assim a turbulência passe logo. Os pilotos profissionais, por outro lado, sabem que há uma velocidade perfeita para passar pela turbulência, e na maioria dos casos, isso significa diminuir a velocidade. "O mesmo princípio se aplica às lombadas da estrada".

"Portanto, é um bom conselho desacelerar um pouco, firmar o curso e concentrar-se nas coisas essenciais ao se enfrentar condições adversas."

Acho que vocês já perceberam onde eu quero chegar com tudo isso, ainda mais com o último parágrafo aí de cima. Maaas, sem nunca perder a chance de um bom exemplo, aqui vai mais um: quando os primeiros astronautas chegaram ao espaço, perceberam que suas canetas esferográficas não funcionavam mais. Dessa forma, milhões de horas e de dólares foram empregados para finalmente desenvolver uma caneta que escreve em praticamente qualquer lugar, superfície e temperatura. Aí Uchtdorf pergunta: "Mas, como os astronautas e cosmonautas se viraram até que o problema fosse resolvido?" Bem, galera, eles usaram um lápis. Um lápis. Lápis.

“Atribui-se a Leonardo da Vinci o dito de que “a simplicidade é a sofisticação suprema”.

No mundo em que nós vivemos, em nossa vida diária, no nosso dia-a-dia, é muito fácil ficarmos atarefados e com nossa agenda sempre cheia. É fato de que cada dia acaba sendo mais corrido do que o anterior, e a gente acaba entrando nesse ciclo vicioso, alimentando o sistema, buscando coisas que deveriam saciar o nosso apetite, mas que acabam nos deixando mais vazios, mais ocos. Esse hedonismo infindo que reina hoje é pregado por nós mesmos e pelas pessoas ao nosso redor, incentivado pela indústria da mídia, da moda, do consumo... pra onde quer que a gente olhe há coisas que supostamente nós devemos correr atrás, e no entanto são coisas que, no final, não servem pra nada, pra nada mesmo, pois nossa família continua sem ser família, continuamos a ser estranhos debaixo do mesmo teto. Essa suposta felicidade encontrada nas compras, nas festas etc. é uma felicidade-momento, felicidade essa que se esvai completamente quando a música acaba e as luzes se apagam. E, ao chegar em casa, parece que outro pedaço foi arrancado de você, e que agora você tá mais vazio do que antes daquela garota, daquela garrafa, dessas coisas aí que a gente procura tanto pra não achar nada. Nas palavras de titio Ucht, "Acho que a maioria de nós compreende intuitivamente quão importantes são os fundamentos. Mas simplesmente nos distraímos, às vezes, com inúmeras coisas que nos parecem mais emocionantes".

Galera, "bem faríamos em reduzir um pouco nosso ritmo, prosseguir a uma velocidade ideal as nossas circunstâncias, concentrar-nos no que é significativo, erguer os olhos e ver realmente as coisas que mais importam", como diria Uchtdorf. Portanto, é como foi dito mais acima,  "é um bom conselho desacelerar um pouco, firmar o curso e concentrar-se nas coisas essenciais". 


É isso por hoje. Vou indo, senão me atraso pra aula. Dêem uma olhada no texto original, é muito bom mesmo.

James do Bonde.


terça-feira, setembro 28, 2010

Como [tentar] fazer uma mulher feliz

Recebi hoje mais um dos milhões de emails FW que recebo e deleto automaticamente. No entanto, o título de um deles me chamou a atenção, e decidi pô-lo aqui. Da mesma forma que Andros, gostaria que as meninas repondessem se é ou não verdade. Quanto à opinião masculina... bem, acho que vocês vão concordar, hehe.

"No mais alto pico do Tibet vive o mais sábio homem do mundo.
Certa vez um rapaz foi à sua procura e perguntou-lhe: 
- Mestre dos mestres! Qual o caminho mais curto e seguro para o coração de uma mulher? 
Ao que o mestre respondeu: 
- Não há caminho seguro para o coração de uma mulher, filho. Só trilhas à beira de penhascos e caminhos sem mapas, cheios de pedras e serpentes venenosas... 
- Mas, então, mestre, o que devo fazer para conquistar o coração da minha amada? 
Então lhe disse o grande guru: 
- Fazer uma mulher feliz é fácil e muito simples. 
 é necessário ser: 

1) Amigo 
2) Companheiro
3) Amante 
4) Irmão
5) Pai
6) Chefe
7) Educador 
8) Cozinheiro
9) Mecânico 
10) Encanador
11) Decorador de Interiores 
12) Estilista
13) Eletricista 
14) Sexólogo
15) Ginecologista 
16) Psicólogo
17) Psiquiatra 
18) Terapeuta
19) Audaz 
20) Simpático
21) Esportista 
22) Carinhoso
23) Atento 
24) Cavalheiro
25) Inteligente 
26) Imaginativo
27) Criativo 
28) Doce
29) Forte 
30) Compreensivo
31) Tolerante 
32) Prudente
33) Ambicioso 
34) Capaz 
35) Valente 
36) Decidido 
37) Confiável
38) Respeitador
39) Apaixonado 
40) Rico... Calma, rapaz, tem "algo" a mais: 
- Não cuspa no chão; 
- Não coce o saco na frente dela;
- Não arrote alto. Aliás, não arrote;
- Dê flores e muitos, muitos presentes;
- Corte e limpe as unhas.. Não coma as unhas;
Não peide sob o cobertor. Aliás, não peide.
- Levante a tampa do vaso antes de mijar;
- Deixe ela ter ciúme de você, ela pode;
- Use desodorante (que preste);
- Dê descarga depois de sair da privada; 
- Não fale palavrão; 
- Não seja engraçadinho com os outros; 
- Não fale mal da mãe dela. Aliás, ame a mãe dela; 
- Não tenha ciúme dela;
- Não fique barrigudo. Aliás, não engorde;
- Não demore no banho; 
- Não chegue tarde em casa.
- Saia para trabalhar e volte correndo; 

- Não beba até tarde com amigos. Aliás, não tenha amigos; 
- Não seja pão-duro. Use pelo menos 2 cartões de crédito; 
- Não diga que mulher não sabe dirigir;
- Não olhe para outras mulheres... Aliás, não existem outras mulheres
- Aprenda a cozinhar; 
- Diga 'eu te amo' pelo menos 05 vezes por dia; 
- Lave a louça; 
- Ligue para ela, de qualquer lugar; 
- Deixe ela conversar durante horas ao telefone; 
Não ronque;
- Não seja fanático por futebol; 
- Faça a barba todos os dias para não arranhá- la; 
- Nunca reclame de nada;
- Repare quando ela cortar o cabelo, mesmo que seja apenas nas pontas, e diga sempre que ficou lindo;
Quê mais... Ah! É muito importante ainda não esquecer as datas do seu: aniversário, noivado, casamento, formatura, menstruação, data do primeiro beijo; aniversário da mãe, tia, irmão ou irmã mais querida; aniversário dos avós, da melhor amiga, do gato/cachorro/papagaio... 
- Infelizmente, o cumprimento de todas estas instruções não garante 100% a felicidade dela, porque poderia sentir-se presa a uma vida de sufocante perfeição.
- E o mais importante, meu rapaz... Ei! Espere... Volte aqui... NÃO! NÃO PULE! NÃO SE MATEEEEEEEEEEEEE!"

James do Bonde.

quarta-feira, setembro 08, 2010

Chorando se foi quem um dia só me fez chor...sorr...?


MENINAS, ME EXPLIQUEM UMA COISA...
Sofrimento ou felicidade: que máscara incorpora-se hoje?

Sabe um erro que a maoria esmagadora comete? É condicionar o seu conceito de felicidade a alguém. E depois que essa relação acaba, seu conceito fica totalmente deturpado e você o reconstrói sempre de uma forma diferente, o que acaba fazendo com que você crie uma "cápsula protetora" em volta de si para cultivar um sentimento de autopreservação/proteção, porque já que sofreu tanto com sua última "felicidade", acaba ficando com um pé atrás para os meninos (a grosso modo) e demonstrando-se fria e seca por um tempo para saber se ele realmente tá ali por causa DE você ou DO você, e isso as afeta bastante, não é? Por não ser você, ou ao menos não como gostaria totalmente...


Eu pensei que poderia vir a ser medo de sofrer, mas vejam por este lado:

Talvez, se agíssemos mais pela racionalidade do que pelo emocional o relacionamento seria muito mais saudável e, quem sabe, duradouro.
Mas, bem sabe-se que em em um relacionamento (não estou falando só de namoro, amizade também é um), sempre vai haver sofrimento e alguém sempre vai sair "lesado" no final, a não ser que você molde completamente a outra pessoa, fazendo dela seu fantoche e de sua relação com ela um teatro. E outra, você NÃO pode deixar de relacionar-se com alguém pelo fato de saber que mais cedo ou mais tarde alguma ferida vai ser aberta ou reaberta, porque isso vai acontecer, sim! Não vale a pena se martirizar tanto...
Um grande problema que existe
principalmente com as meninas, galera, é que muitas querem ser a Bella de um Edward em uma vida de Crepúsculo. Assumir a posição de impenetrável ante um relacionamento é algo que não vai durar muito, e não por a questão de que "um dia a máscara cai", é porque VOCÊ não aguentará mais sustentá-la... Mostrar-se indiferente a qualquer atitude não te faz autoprotetor, mas sim covarde, medroso.
Tornar-se uma pessoa melhor não é evitar o amor, é aprender a "manuseá-lo". (E deixando BEM claro: O amor não pode ser considerado um jogo. Em hipótese alguma. Nada que envolva amor, amar, deixar, tentar. São corações envolvidos, não é como uma partida de cartas que você aposta algo material... coração não é como um jogo que se perde e dá pra recomeçar! E mais uma vez, restará uma cicatriz, por menor que seja.)
Mas, uma parte considerável de vocês falam como se homem não amasse de verdade, como se nós fossemos perfeitos monstros sem coração, que viemos à Terra com o objetivo de fazê-las sofrer a vida inteira.
Já ouvi muita gente dizer "
Ah, não sei.. tantas coisas eu deixei de fazer por causa dele, ou passei vergonha por causa dele pra nada. Sinceramente, não levou a nada, não acrescentou nada" e mais um milhão de nadas, representando o vazio de todo um ex-relacionamento...
ele não acrescentou nada AGORA, que vocês já acabaram e você sente uma "raivinha" dele, mas na época acrescentou e muito, você se completa de alguma forma. Não leve para o lado pessoa, seja realista! Você sabe bem que não foram em vão seus "sacrifícios". Hoje sim, ontem não. Mas hoje o único sentimento que você sente por ele é o único que você não conseguia sentir naquela época.
Tem gente que se diz
traumatizada por ter amado tanto e ter sofrido após, vai ver que é por isso que andam permitindo o casamento entre homossexuais por aí...

Andros Romontey.

sábado, agosto 14, 2010

Tardes Azuis

Voltei, depois de algum tempo fora (... cinco dias), e finalmente cheguei com algo que eu posso dizer que seja... hum, significativo.






No poema Sete Faces, de Drummond, dois versinhos me chamaram a atenção, e me fizeram refletir bastante:


"A tarde talvez fosse mais azul,
Não houvesse tantos desejos"

 É o seguinte: a gente passa tanto tempo se martirizando, se enchendo e se entristecendo por que gostaria de ter algo e não pode/deve. Isso vai desde um sapato à um amigo, passando pelo carinho da pessoa que é amada à festa que seu pai não te deixa ir. Dessa forma, nosso céu, que deveria estar azul e brilhante começa a escurecer e nublar, quando na verdade a cor desse céu depende única e exclusivamente de nossa abdicação ao que nos machuca - os desejos exacerbados e saciantes de nossos mesquinhos prazeres.

Não venho aqui dizer que a gente tem que parar de querer as coisas. Nunca! O desejo é a força motora que nos leva adiante nessa vida. Mas há tipos e tipos de desejos, os que te levam pra frente e os que denigrem. Estes são os que devemos manter distância, os que alimentam nossa ânsia por mais, que aumentam  nossa inveja e egoísmo.



É uma prática que ando tentando pôr na minha vida. Difícil, mas útil.
Meio moralista esse post, né? Sei lá, só um insight de sábado à noite.

James do Bonde.